The Pit: Dois Abismos – um poço fitando o céu é a primeira exposição de gravura de Alexandre Conefrey.

Comissariada por João Pinharanda, a exposição explora o confronto do artista com uma cadeia de impossibilidades do mundo interior e exterior, material e espiritual, através do exercício virtuoso e violento sobre as chapas de cobre da gravura, procurando o corpo e a sua superação.

O título remete para uma citação do Livro do Desassossego de Bernardo Soares, heterónimo de Fernando Pessoa.
Conefrey, conhecido como desenhador experimenta nesta seleção de trabalhos a técnica da gravura, que tem sido recuperada por vários artistas contemporâneos.
Desde sempre a sua obra apresentou uma forte presença de elementos bélicos estetizados de uma forma muito precisa, e por trabalhar com minúcia a aguarela e o guache, por vezes próximos da iluminura. A violência presente na sua obra surge agora, explicitada nos próprios gestos de trabalho.

SOBRE O ARTISTA

Alexandre Conefrey nasceu em Lisboa em 1961, onde vive e trabalha. Fez o curso de desenho no Ar.Co, em Lisboa entre 1993 e 95 e foi bolseiro no Royal College of Art, em Londres.

Já apresentou as suas obras em várias exposições individuais, como por exemplo Mockingbird, Casa Museu Nogueira da Silva, Galeria do Jardim, Braga, 2014; Plus, Galeria Miguel Nabinho, Lisboa, 2013; To cut a long story short, Giefarte, Lisboa 2012; Hide and Seek, Galeria Pedro Cera, Lisboa, 2004; Andrew Mummery Gallery, Londres, Reino Unido, 2000; Fundação Calouste Gulbenkian, Paris, 1999; Galeria Alda Cortez, Lisboa 1996.
Participou também em exposições coletivas como Animalia e Natureza na Coleção do CAM, Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 2014; Abecedário – 40 Anos do Ar.Co, MNAC- Museu do Chiado, Lisboa, 2013; Traços, Pontos e Linhas_desenhos da Coleção António Cachola, Museu de Arte Contemporânea de Elvas, Elvas, 2012; O Fio Condutor: Desenhos da coleção do CAM, CAM, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2010; Guardi – A Arte da Memória, Centro Cultural de Belém, Lisboa, 2003; EDP Arte, Prémio Desenho/ Prémio Pintura – II edição, Fundação de Serralves, Porto, 2001, entre outras.

As suas obras estão presentes em diversas coleções: AR.CO; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; CAM, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Coleção António Cachola; Ministério dos Negócios Estrangeiros; Fundação Carmona e Costa; Coleção de Arte Fundação EDP; e diversas coleções privadas.